Entre uma estrofe e outra,
eu vou pensando,
Me perdendo,
me encontrando.
Florbela Espanca chora
todo o sentimento que eu escondo,
continuo a gritar, no meu rasgado silêncio.
Nos poemas de outro alguém
os versos que eu nunca sonhei,
para alguém que eu já conheço,
de onde, eu nem sei...
Ele ri abertamente enquanto canta,
e eu sinto em meus lábios
o gosto do beijo que eu ainda não recebi.
Com esses acordes surdos,
eu danço com minhas pernas bambas,
por culpa de minha mente psicótica
que, teu silêncio, não aceita.
Eu quero. Eu te quero.
Céus! Nesse mesmo instante.
Quero as juras feitas embaixo da lua,
quero teus dedos rasgando os meus cabelos,
quero sentir seu braço rodear a minha cintura,
quero ouvir sua voz rouca dizendo que me adora.
Quero te mostrar as estrelas,
quero te ver sorrindo por causa das minhas desventuras.
Quero ouvir os seus sussuros ao pé de meus ouvidos,
sem promessas, sem planos,
sem antes e sem depois.
Por agora, só fique do meu lado.
Por que eu te quero junto a mim,
com o jeito inocente de toda menina,
com a crueldade de toda mulher.
Eu quero os meus olhos nos seus olhos,
tuas palavras me compondo.
de pedaços e trapos
se faz a boneca
que em teus braços se desfaz.
Vem, fica aqui.
Vamos decorar os nomes das estrelas.
vamos rir de piadas idiotas,
vamos cantar "I can see clearly now, the rain is gone..."
Esta é a nossa hora.
só nesse segundo
só nós..
só agora.
Vem, vambora?
I can see clearly now, the rain is gone,I can see all obstacles in my wayGone are the dark clouds that had me blindIt’s gonna be a bright (bright), bright (bright)Sun-Shiny day.