confissões.

Hoje é o dia das confissões.
Não sei da onde eu tirei isso, mas é...
Hoje eu acordei com uma vontade absurda de de me jogar de um penhasco.
Assustado? Normal... Sinceridade demais assusta...
Não sei direito como eu me sinto,
nem sei se sou eu mesma, como deveria ser, ou se sou uma parcela da pessoa que eu nasci para ser.
Eu sou...
Sou...
Aquela que não quer morrer, só não quer viver.
Aquela que não tem medo da morte, só não quer estar viva quando isso acontecer...
Aquela que disse que ama, recohecendo-se incompleta.
Porque amar é reconhecer-se incompleto.
Não entendo o porque de tanto amor, já que nem sei o que fazer com ele...
Gritar? Esconder? Envergonhar-me? Espalhar?...
Não sei...
Eu vivo nesse calor intrépito gritando mudamente em plenos pulmões todos os protestos que tenho em minha cabeça:
"para o fim das indústrias fonográficas de sertanejo"
"para que nunca se acabe o frio na barriga quando o cara que você gosta, sussurra nada importante em seu ouvido"
"para ninguém pisar na grama!"
"para que nunca nos proibam de deitar na grama para ver o céu estrelado"
"para o fim dos topetes a lá Cabeção"
"para que nunca se acabe a moda dos coques a lá anos 60".
Eles gritam alto em minha mente, porém de minha boca, eles não saem.
E eu continuo a escrever tudo o que vem na minha cabeça, fazendo o que já não tinha sentido, mais sem nexo ainda...
Tenho que escolher o que detesto- ou sonho, que a minha inteligência odeia, ou a ação, que minha indiferença repugna; ou a ação, para qual eu não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu.
Eu...
Minha...
Meu...
Santa Bárbara, egocêntrica no seu mundo pequeno que nem ela mesmo cabe...
Eu, que de dia sou nula, e que de noite sou eu...
Eu, que num clarim surjo, e que na alvorada me faço...
Eu sou assim, fútil e insensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de uma emoção que continue... um sentimento que subsista, e entre para a substância da alma.
Tudo em mim é a tendência para ser a seguir, a mesma coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual.
Tudo me interessa e nada me prende.
Atendo a tudo sonhando sempre;
sou duas, e ambas têm a mesma distância- o infinito...
Sou abismo...
Tenho fome da extenção do tempo, e de ser eu sem condições...
Eu conquistei, palmo a pequeno palmo, o terreno interior que nascera meu.
Proclamei, espaço a pequeno espaço, um pântano em que caí nula.
Pari meu ser infinito, mas tirei-me a ferro de mim mesma...
Digo o que ontem, literalmente, fui.
Procuro explicar a mim mesma como cheguei aqui...
Não sei da onde eu tirei isso, mas é...
Hoje eu acordei com uma vontade absurda de de me jogar de um penhasco.
Assustado? Normal... Sinceridade demais assusta...
Não sei direito como eu me sinto,
nem sei se sou eu mesma, como deveria ser, ou se sou uma parcela da pessoa que eu nasci para ser.
Eu sou...
Sou...
Aquela que não quer morrer, só não quer viver.
Aquela que não tem medo da morte, só não quer estar viva quando isso acontecer...
Aquela que disse que ama, recohecendo-se incompleta.
Porque amar é reconhecer-se incompleto.
Não entendo o porque de tanto amor, já que nem sei o que fazer com ele...
Gritar? Esconder? Envergonhar-me? Espalhar?...
Não sei...
Eu vivo nesse calor intrépito gritando mudamente em plenos pulmões todos os protestos que tenho em minha cabeça:
"para o fim das indústrias fonográficas de sertanejo"
"para que nunca se acabe o frio na barriga quando o cara que você gosta, sussurra nada importante em seu ouvido"
"para ninguém pisar na grama!"
"para que nunca nos proibam de deitar na grama para ver o céu estrelado"
"para o fim dos topetes a lá Cabeção"
"para que nunca se acabe a moda dos coques a lá anos 60".
Eles gritam alto em minha mente, porém de minha boca, eles não saem.
E eu continuo a escrever tudo o que vem na minha cabeça, fazendo o que já não tinha sentido, mais sem nexo ainda...
Tenho que escolher o que detesto- ou sonho, que a minha inteligência odeia, ou a ação, que minha indiferença repugna; ou a ação, para qual eu não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu.
Eu...
Minha...
Meu...
Santa Bárbara, egocêntrica no seu mundo pequeno que nem ela mesmo cabe...
Eu, que de dia sou nula, e que de noite sou eu...
Eu, que num clarim surjo, e que na alvorada me faço...
Eu sou assim, fútil e insensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de uma emoção que continue... um sentimento que subsista, e entre para a substância da alma.
Tudo em mim é a tendência para ser a seguir, a mesma coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual.
Tudo me interessa e nada me prende.
Atendo a tudo sonhando sempre;
sou duas, e ambas têm a mesma distância- o infinito...
Sou abismo...
Tenho fome da extenção do tempo, e de ser eu sem condições...
Eu conquistei, palmo a pequeno palmo, o terreno interior que nascera meu.
Proclamei, espaço a pequeno espaço, um pântano em que caí nula.
Pari meu ser infinito, mas tirei-me a ferro de mim mesma...
Digo o que ontem, literalmente, fui.
Procuro explicar a mim mesma como cheguei aqui...


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