Dona Bárbara.
chegou em casa
atirou a bolsa sobre a mesa
afundou-se no sofá florido de sua mãe.
Olhou para seus pés agora sem seus all star vermelho-sangue.
Não podia nem se lembrar da última vez,
que tinha andado pelo shopping até seus pés sangrarem,
literalmente.
Fechou os olhos e jogou sua cabeça para trás.
Sentia o sangue dançando flamenco pelas suas veias,
testemunhando essa nova fase.
Respirava tão fundo que parecia que seus pulmões não iam mais aguentar, e estourariam.
(Como numa piada ruim sobre pintinhos sem cú)
depois soltava o ar lentamente,
indo para uma terceira dimensão só dela.
No dia seguinte ia se recusar a ir numa feijoada com a família.
Ia pintar suas unhas de renda.
Ia usar sua saia preferida e seu bolero de linho.
caminharia pelas ruas vazias com seu all star branco imundo,
gritaria até ficar rouca, ia rir se lembrando de momentos não tão engraçados.
ia cravar suas unhas recém pintadas em alguém que não iria se importar.
ia chorar se tivesse vontade, ia sentir o vento cortando seu rosto,
ia morrer de frio, ia tomar sorvete de coco com ovomaltine no inverno.
Ia pular corda.
Ia sentir o coração tomando lugar entre seus rins,
dançando pelo ar,
um momento só dela, um momento único,
ela única diante do mundo.
Chegou a hora de escrever a sua história.
Sem olhar para tras, sem ter medo, sem se prender.
cortada a liberdade que te prendia, é hora de seguir.
Para daqui a cinquenta anos ter o que contar para seus netos.
E ela se deixava sangrar.
Sangrava sem se importar.
Sangrava a vida inteira que estivera deixando passar.
Agora que sua alma se cobria de um luxo radioso de sensações,
não conseguia mais se conter.
Descobrira que a vida é um conto de fadas grande demais para fingir.
Era só ela, Bárbara.
Dona Bárbara comum, toda nova.
Contra um mundo que nunca vai deixar de ser o mesmo.
E ela ria. Sozinha. Ria demais.
Por saber que vocês jamais entenderiam
o sentimento entre essas insanas linhas.
atirou a bolsa sobre a mesa
afundou-se no sofá florido de sua mãe.
Olhou para seus pés agora sem seus all star vermelho-sangue.
Não podia nem se lembrar da última vez,
que tinha andado pelo shopping até seus pés sangrarem,
literalmente.
Fechou os olhos e jogou sua cabeça para trás.
Sentia o sangue dançando flamenco pelas suas veias,
testemunhando essa nova fase.
Respirava tão fundo que parecia que seus pulmões não iam mais aguentar, e estourariam.
(Como numa piada ruim sobre pintinhos sem cú)
depois soltava o ar lentamente,
indo para uma terceira dimensão só dela.
No dia seguinte ia se recusar a ir numa feijoada com a família.
Ia pintar suas unhas de renda.
Ia usar sua saia preferida e seu bolero de linho.
caminharia pelas ruas vazias com seu all star branco imundo,
gritaria até ficar rouca, ia rir se lembrando de momentos não tão engraçados.
ia cravar suas unhas recém pintadas em alguém que não iria se importar.
ia chorar se tivesse vontade, ia sentir o vento cortando seu rosto,
ia morrer de frio, ia tomar sorvete de coco com ovomaltine no inverno.
Ia pular corda.
Ia sentir o coração tomando lugar entre seus rins,
dançando pelo ar,
um momento só dela, um momento único,
ela única diante do mundo.
Chegou a hora de escrever a sua história.
Sem olhar para tras, sem ter medo, sem se prender.
cortada a liberdade que te prendia, é hora de seguir.
Para daqui a cinquenta anos ter o que contar para seus netos.
E ela se deixava sangrar.
Sangrava sem se importar.
Sangrava a vida inteira que estivera deixando passar.
Agora que sua alma se cobria de um luxo radioso de sensações,
não conseguia mais se conter.
Descobrira que a vida é um conto de fadas grande demais para fingir.
Era só ela, Bárbara.
Dona Bárbara comum, toda nova.
Contra um mundo que nunca vai deixar de ser o mesmo.
E ela ria. Sozinha. Ria demais.
Por saber que vocês jamais entenderiam
o sentimento entre essas insanas linhas.


10 Comments:
eu cheguei.
pode cravar suas unhas em mim. Eu não me importo. Pelo menos eu sentiria alguma coisa.
Não te entendo. Mas você também parece fazer uma força pra que isso não aconteça.
Mas.. essa é você. Se eu te entedesse seria demasiado enfadonho.
eu pensei em você mesmo ,)
Eu imaginei.
não sabia que sangue podia dançar flamenco... se soubesse disso, sei lah... há uns 3 anos quem sabe tudo fosse fazer um pouco mais de sentido... igual colocar açucar no molho de tomate pra não ficar tão ácido...
desculpa, foi minha culpa o seu pé estar desse jeito... afinal de contas batemos record para ir da bilheteria até o mercado em uns 5 minutos... atropelando pessoas, ficando com medo daquele maldito jacare verde e depois a correria jack sparrow pelas ruas a meia noite... mas me digue que não valeu a pena... se não valeu então você estara isenta de repetir tudo isso. espero que diga 'mas valeu a pena. valeu todas as penas.'
valeu todas as penas ,)
ah.. sobre o texto :gigg: desculpa eu empolguei com as corridas jack sparrow... e eu realmente não sabia que sangue dançava flamenco, ou que o coração poderia chegar entre os rins, deve ser uma sensação engraçada. igual as bolinhas que explodem na boca neh? eu adorei o texto como sempre, e tambem quero pintar minhas unhas de renda, de novo.
respire fundo pra não deixar o momento partir, dona barbara. seja livre. seja feliz. e não prenda tudo que está dentro de você. se solta querida. e deixe que o seu sangue continue dançando flamenco.. quem sabe salsa tambem
mwehehehe, a Carol também tem um all-star vermelho-sangue!
E ela também usa ele pra ir pro shopping, e os pés dela também sangram de tanto andar :}
primas, né? :D
até agora foi o texto que eu mais gostei! x)
e não sei porque, eu tenho o pressentimento que eu vou falar isso no próximo, e no próximo também :}
te amo! ;*
obs. EU GOSTO DA PIADINHA DO PINTINHO SEM CÚ! :X
barbara vc pinta as unhas???
o.O
EU JÁ DISSE QUE SOH SUA FÃ...
LOV YOU
ÉH EU ...NAO SOH ANONIMO NAO..
done bárbar tem pés q sangram like my heart did today sorry darling I can´t tell you anything happy this day ; *
I keep loving you as always.
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